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Bancas de TCC. Vamos?
Nesta segunda começa a maratona de bancas de TCCs. E bota maratona nisso. Temos exatamente 72 alunos defendendo seus trabalhos. A professora Márcia Alves organizou a festa e já colocou os horários nas paredes da Estácio. Meu conselho? Venha assistir. Temos muita coisa legal esse semestre. Confira os temas das 17 bancas que participo e considere-se convidado. Lembrando que nas bancas dos meus 3 últimos orientandos, na sexta dia 11, teremos a volta do mito, a lenda viva, o professor que virou adjetivo e sinônimo de semiótica: Dr. Fábio Messa!

Segunda 30/11 – Noite
Gabriellle Cavion – Comunicação Social: A luta pela visibilidade no espaço urbano
Bruna da Silva – O jingle como ferramenta de sedução em comerciais televisivos: um estudo do jingle Pipoca com guaraná
Gabriela de Souza – Kidults: o novo fenômeno comportamental que questiona o papel do adulto na sociedade
Terça – 01/12 – Manhã
Ewellyn de Paula – Análise da campanha: Crack, nem pensar – do Grupo RBS
Daniella Netto – Uma análise comparativa dos estereótipos nas campanhas das marcas Lux Luxo e Dove
Quinta – 03/12 – Manhã
Ismael Alberto Schonhorst (Fly) – Sexo no cinema: uma análise fílmica e ideológica
Ricardo Heining Neves – A percepção das agências publicitárias e usuários de jogos eletrônicos sobre os advergames
Fernando do Amaral Galafassi – O uso da internet na campanha política: case Barack Hussein Obama
Sexta – 04/12 – Manhã
Lucas Almeida Zequinão – A presença do cigarro como forma de merchandising: uma análise do cinema noir dos anos 40
Sexta – 04/12 – Noite
Luciano Costa Pinto – Soundbranding
Hellen Vieira – Estudo comparativo de logomarcas do segmento de moda presentes no mercado de luxo: Caso Chanel, Dior e Gucci
Minha orientanda Simone Cherem – Análise da campanha Lady Dior – One Lady, four cities
Terça – 08/12 – Manhã
Manuella Paula – O texto publicitário como instrumento de persuasão: o humor nos anúncios impressos das Havaianas
Bruna Marihá Alves – O uso e a evolução do texto publicitário como elemento de sedução nos anúncios impressos da Volkswagen do Brasil
Sexta – 11/12 – Noite
Thais Aureliano – Anistia Internacional: o uso da publicidade para a defesa dos direitos humanos
Minha orientanda Renata Angélica de Oliveira – Do fato ao ficto: de Pixote, a lei do mais forte para Pixote, a lei do mais fraco
Meu orientando Ed Carlos Truppel – História em Quadrinhos: análise de comunicação do Superman como produto
Meu orientando Ricardo de Mattos Jahn – O Bobo das Trevas e o Cavaleiro da Corte – analisando o Cavaleiro das Trevas
Feriadão de TCC
Meus quatro orientandos – e, por isso, eu também – vão passar o feriado com a cabeça enfiada no TCC. O lado bom é que o que li até agora está ficando muito, muito bom. Simone Cherem foi atrás de Hitchcock e J. D. Salinger para descobrir o que se esconde na nova campanha da Dior para sua famosa bolsa Lady Dior. Sua investigação, mais do que uma monografia, foi um trabalho policial, como muito bem declarou Simone no nosso último encontro. O primeiro filme da campanha você pode conferir aqui no post.
Ed Truppel já esta finalizando sua epopéia sobre a marca Superman. A criação do personagem as ferramentas de marketing utilizadas, as adaptações no produto. Tudo foi registrado pela visão de Raio-X de Ed (ok, não resisti!). Na nossa busca pelo marketing que envolve o primeiro super-herói nos deparamos com uma surpresa incrível: Superman em muitos casos foi precursor do marketing. Aguarde o TCC do Ed pra saber mais. Ricardo Jahn, correndo pelos telhados de Gotham, deu de cara com Nietzsche. E as revelações que fez sobre o filme Dark Knight, Batman e Coringa são de deixar qualquer interno do Asilo Arkham assustado (e orgulhoso). Embaixo do seu famoso bigode, Nietzsche está sorrindo feliz.
Assim como fará qualquer fã de HQ. Afinal, Ricardo conseguiu mais uma prova de que quadrinhos não é apenas coisa de criança.
Fechando o Quarteto Fantástico, Renata Oliveira voltou de sua viagem ao Rio de Janeiro com uma entrevista incrível com Jorge Duran. O roteirista de Pixote conversou por mais de duas horas, contribuindo de forma primorosa para o TCC. Se antes o trabalho já estava lindo, agora é leitura obrigatória. E não sou eu quem estou falando isso, como você pode ver na carta que o Duran mandou para Re – e fará parte do TCC.

“Quando Renata Oliveira me escreveu o e-mail, interessada em saber do filme Pixote e meu trabalho como roteirista nele, achei curioso lembrarem da obra, já que gerações mais jovens pouco o conhecem. Mais ainda, o problema da infância abandonada, panorama cotidiano de qualquer rua do país, escassamente abordado pela imprensa, pela TV, ou atendido pelo Estado e o Governo, como um dos mais graves problemas nacionais. Pensei que o filme teria pouco entusiasmo, não despertando interesse em jovens estudantes.
Mandei um texto curto, respondendo perguntas muito precisas de Renata. Disse a ela que nada substituiria uma entrevista pessoal, onde além das informações, mesmo por momentos derivando para outros temas, certamente revelariam algo do sentimento do entrevistado e do entrevistador. Por isso convidei-a para um encontro no Rio de Janeiro. O tempo passou e Renata avisou que viria de Florianópolis. Novamente pensei que isso não chegaria a acontecer.
Na data e hora marcada, ela chegou em minha casa, onde foi realizada a entrevista. Conversamos um bom tempo sobre o filme e sobre o tema do mesmo. Também tocamos na forma em que foi escrito, qual a minha participação no projeto. Impossível evitar comentários meus sobre a atual situação dos “pixotes” nos dia de hoje.
Gostei de ver como Renata tinha se preparado bem para a nossa conversa, conduzindo o diálogo de forma precisa, organizada, inteligente e coerente. Tocando nos temas essenciais de Pixote, me permitindo sair do “filme” para aventurar opiniões sobre a atualidade.
O resumo da experiência foi muito estimulante, me fazendo voltar ao ano que escrevi o roteiro. Esse retorno não foi sem certa dor: como disse a Renata, do filme aos dias de hoje, não vi nenhum governo tentar resolver o problema.
Se ter trabalhado nesse roteiro propiciou um encontro com uma realidade social, humana, dolorosa, indignante, achei que Renata escolheu (e desenvolveu) com extrema sensibilidade o tema do seu trabalho de conclusão de curso. Admirei e me surpreendi com o seu esforço e determinação ao angariar o dinheiro para vir a Rio somente para me entrevistar. Desde então acredito em Renata e na sua competência para desenvolver o que ela se propuser daqui pra frente, seja em publicidade ou cinema.
Espero ter a chance de indicar o trabalho desenvolvido por ela para os colegas e amigos.”
Jorge Duran, roteirista do filme Pixote, a lei do mais fraco.
Rê no Rio
Minha orientanda @prosacompoesia foi hoje para o Rio de Janeiro. Graças ao apoio da galera da Estácio e da Propague que compraram sua rifa, a moça vai entrevistar o autor do livro Pixote e o roteirista do filme. Até agora o TCC dela está demais! Imagina quando voltar com as entrevistas.
E uma excelente notícia: a lenda viva, Dr. Fábio Messa, estará na banca da Rê e na do @ricardomj. Se você teve a sorte de ter aula com ele e quiser matar a saudade, aparece nas bancas. Para quem não conhece, o Messa é um professor que de tão marcante virou adjetivo de análise semiótica.
PS: Rê, cuidado com traficante, polícia, helicóptero…
Quase lá

E a saga da Rê para ir entrevistar todo o povo da obra Pixote (filme e livro) continua. Como você ficou sabendo no post anterior, a moça criou uma rifa para ajudar na viagem para o Rio de Janeiro. Os dois primeiros blocos já foram. Agora faltam apenas 20 bilhetes. E eles precisam acabar até sexta-feira. Vamos lá! Entre em contato com a Rê (renattinhaoliveira@yahoo.com.br) ou compre quando ela for na Faculdade essa semana. Vale a pena ajudar um TCC.
Ajude um TCC
Mais uma vez tive uma grande sorte com meus orientandos. Quatro ótimos trabalhos estão nascendo. Ricardo Jahn está analisando o filme Dark Knight e as implicações do bem e do mal na história. Sim, Nietzsche foi a Gotham.
Ed Truppel está identificando todas as ferramentas de marketing que tornaram Superman uma das marcas mais conhecidas na Terra.
Simone Cherem está discutindo a campanha Lady Dior, uma inovadora ação da marca Dior para conversar com seu público.
E Renata Oliveira está comparando o filme Pixote e seu original literário. O legal é que a Rê está em contato com várias pessoas envolvidas nas obras, desde o autor do livro até o autor do roteiro. Todos adoraram seu TCC e estão ajudando. E você também pode ajudar. Dê uma olhadinha no e-mail que a Re mandou, compre a rifa e contribua com um TCC que vai deixar a Faculdade toda orgulhosa.
Oi, amigos! Tudo bem?
Este semestre estou elaborando a minha monografia e nela faço um paralelo entre a obra literária e cinematográfica Pixote, a lei do mais fraco.
No dia 24/10/09 tenho um encontro marcado com o roteirista do filme, Jorge Durán, no Rio de Janeiro. Ele me rê-ceberá para um bate-papo sobre Pixote. Assim poderei explorar melhor a oportunidade desse contato. Ver fotos da produção, ouvir histórias dos bastidores, verificar o que se perdeu (e ganhou) na adaptação da história para o cinema.
Mas para ir até ao Rio preciso de uma ajuda de custo, pois não tenho dinheiro o suficiente para a passagem. Sendo assim, resolvi fazer uma rifa e oferecer aos amigos mais próximos.
Eu poderia estar vendendo pirulito dentro do ônibus da Transol, fazendo colar de arroz na Praça XV, comprando passe em frente ao camelódromo. Ou então, abrir uma franquia daquele rede que comercializa CDs com músicas da Celine Dion e Bryan Adams versão chilena-instrumental.
No entanto, estou pedindo a ajuda dos amigos. Posso contar com vocês?
Em anexo está o flyer de divulgação, contendo mais informações.
A data do sorteio será dia 10/10/2009.
Se cada um comprar um bilhete, conseguirei o necessário para rê-alizar a viagem.
Quem puder e quiser ajudar, mande um e-mail para renattinhaoliveira@yahoo.com.br
Obrigada desde já!
Um beijo!
Rê

Tá na mão
Ok, povo. Já estão no Aluno Online as apostilas de Criação Publicitária I, Redação Publicitária II e Produção em TV e Cinema (com layout da galera da Dreamers). Também lá coloquei o Briefing do TI da Segunda Fase – Axe. E aqui você pode baixar o TCC da nossa formada e futura australiana Moema Pereira. Foi outro maravilhoso trabalho que tive a honra de orientar e matou a pau na banca. Leia e descubra tudo sobre o Axe e o case Homem Chocolate.
Ah, nossa aluna Ana Carolina Lessa de Oliveira também mandou um link muito legal com várias dicas do Axe. Acesse.
Ou seja, informação é que não falta para o TI da Segunda Fase. Começou a corrida.


E eles conseguiram
Esse semestre, mais uma vez, tive a felicidade de pegar alunos com vontade, capacidade e temas muito bons para orientar o TCC.
Francisco Jordão comparou o trabalho de Toscani na Benetton com a Ong Adbusters. Francine Rebelo analisou o segmento evangélico em Florianópolis em busca de novas oportunidades de negócios. E Olivia Biagi discutiu as estratégias de marketing usadas pelo Cirque du Soleil para reinventar o circo e virar uma marca desejada.
Chicones encarou Fábio Messa e Robson Vincetin na banca e saiu com um 9,0. Fran apresentou para Paulo Pedroso e Robson Vicentin e levou um 10. E Olivia teve na banca Paulo Pedroso e Márcia Alves e conquistou um 10.
Três ótimos alunos com três ótimos Trabalhos de Conclusão de Curso. Esses TCCs, e muitos outros, você logo poderá ler aqui no blog.
Aguarde.
Parabéns povo.
Adorei aprender com vocês.
Sociedade dos Pensadores Vivos
Eu, como Martin Luther King, tenho um sonho. Esse semestre, nosso coordenador Nicolas e a professora Marcinha– que também dividem o mesmo sonho – deram espaço para colocar ele em prática. Assim, os Estudos Complementares viraram um Espaço Cultural, onde podemos discutir cinema, filosofia, sociologia, publicidade, tecnologia, literatura…onde podemos pensar.
Com isso, desde a primeira semana de aula, trouxe filmes interessantes para assistir com as turmas da Quarta e Quinta Fase. Alguns já comentei aqui no blog. Os quatro últimos que vimos foram When Harry Met Sally, REC, Wall-E e O Nome da Rosa.
Com Harry e Sally (que você pode baixar o roteiro aqui) vimos como uma simples comédia romântica pode se transformar numa referência estudada em faculdades de cinema do mundo todo. E ser inspiração para uma das mais famosas campanhas publicitárias do Brasil.
REC serviu para assustar e deixar claro que a estética reality veio mesmo para ficar. Algo que está presente em comerciais, campanhas virais e em filmes como esse sucesso espanhol ou o americano Cloverfield, que também assistimos trechos. Aliás, aqui no blog já dei a dica de ouvir o podcast Rapaduracast e descobrir as semelhanças e diferenças entre A Bruxa de Blair, Cloverfield e REC.
Com Wall-E conseguimos apreciar mais uma obra-prima da Pixar, a história de amor mais simples e criativa das últimas décadas, e relembrar as clássicas campanhas da Apple 1984 e Think Different, já citadas no Brainstorm#9. Afinal, Wall-E é também uma ótima ação de marketing da empresa de Mr. Jobs.
Finalmente, na última noite de sexta, coloquei o Nome da Rosa. Além de apreciar e discutir o filme, falamos da importância do filósofo italiano Umberto Eco para a comunicação. Destacamos seus livros, romances e teóricos, e como a semiótica deve muito a ele.
Mas acabei a noite contando que o sonho tinha acabado. Eu, Nicolas e Marcinha recebemos várias reclamações de alunos afirmando que “tava legal ver filmes, mas isso podemos fazer em casa, passando na locadora”. Sendo assim, o Espaço Cultural vai acabar, anunciei. Após a AV1, vamos voltar com “aulas normais”, criando e planejando para um briefing dado em sala.
Foi então que vivi um dos momentos mais emocionantes como professor, o tipo de situação que faz valer a pena cada noite corrigindo prova e finais de semana lendo TCC e TI. Vários alunos pediram a palavra e defenderam o nosso pequeno sonho. Mostraram como é válido nosso Espaço Cultural, com argumentos que deixavam claro que eles tinham, sim, entendido a proposta.
Até começaram a organizar um abaixo-assinado para que os filmes continuem. Se vão conseguir vencer a inércia reinante, não sei. Mas sei como Robin Williams se sentiu no Sociedade dos Poetas Mortos. E, usando as palavras dele, retribuo o carinho:
- Thank you, boys. Thank you.
OS: Como será com a turma da manhã, na segunda-feira?
All Star é Converse
Todo semestre, pra inveja das outras turmas, a Segunda Fase ganha um cliente-dos-sonhos no Trabalho Interdisciplinar. Uma marca que permite soltar a criatividade e fazer campanhas maravilhosas. Desta vez, a estrela (sem trocadilhos) será o Converse. Ou All Star, como ficou conhecido por anos aqui no Brasil. Se quiser saber mais desta história, leia o ótimo TCC da nossa aluna (ou melhor, já formada e ex-aluna) Cibele Junckes. Lá ela conta tudo, até como a famosa estratégia de marketing da Nike, na década de 90 com o Jordan, não passa de uma imitação da usada pela Converse no começo do século XX com o jogador Charles H. “Chuck” Taylor.
Pegue aqui o briefing do TI e comece a criar a sua campanha para um dos ícones mais admirados do mundo.

Entra e sai
Está começando o semestre. Para alguns, o primeiro semestre. Para outros, o último semestre. Assim, divido com você um e-mail bem legal que recebi da minha ex-aluna, ex-orientanda de TCC (10 na banca), ex-bolsista, formada e sempre-amiga Moema.
“O texto abaixo não é de minha autoria, e também não achei o nome do autor, portanto encaixa perfeitamente para todos nós.
Desejo sucesso para todos e espero que todos tenham aprendido a lição, porque eu tenho certeza que EU aprendi a lição dessa grande escola: aproveitei os momentos, as oportunidades e as pessoas
Beijão da Mô ;*****”
*Depressão Pós-Faculdade**
(DPF) :
Você passa quatro anos indo para o mesmo lugar todos os dias, vendo as mesmas pessoas, falando sobre o mesmo assunto, agüentando os mesmos professores chatos, idolatrando os mesmos professores ótimos, reclamando dos mesmos problemas, comendo o mesmo salgado murcho, bebendo no mesmo boteco fedido.
Você passa quatro anos querendo sair mais cedo da aula todos os dias contando as moedas pra tirar mais uma das milhares de xérox, se revoltando com a quantidade de páginas da xérox, se perdendo nos corredores da biblioteca pra achar o bendito livro, se desesperando nas provas, quebrando a cabeça pra fazer uma pauta, deixando de dormir até mais tarde no fim de semana pra fazer o tal do trabalho, indo dormir mais tarde pra fazer o tal do trabalho.
Isso tudo, sem contar o último ano, em que todos esses fatores são multiplicados por quantas vezes você achar melhor. E lá vem o TCC, que tira seu tempo, seu sono, sua paciência, seus fins de semana, seus feriados, suas refeições bem feitas, seu namorado, suas noites bem-dormidas, sua diversão.
Mas, em compensação você ganha, entre os itens que mais se destacam, belo par de olheiras e aversão à gráficas (incluindo as pessoas que lá trabalham) e impressoras (um grande parabéns aos que não quebraram ou deram pelo menos um soco em alguma). Não podemos deixar de citar as brigas com o seu grupo ou com uma colega de classe e as incontáveis vezes em que você escreveu, reescreveu, editou, gravou, fotografou, deletou tudo e começou de novo.
Chega o grande dia e junto com ele, um imenso alívio. É isso. Acabou.Tchau. Bye bye. Até mais.
Te vejo por aí.
Você trabalha e depois das 18h vai pra casa. No dia seguinte também. E no outro, e no outro. Alguns arrumam outras atividades pra ocupar o tempo. Outros simplesmente vão pra casa, sentam-se no sofá e assistem TV, dormem, comem, babam na almofada sem se importar em ver o tempo passar.
Mas, têm também aqueles que sentem um enorme vazio. Cadê os meus amigos pra conversar?
E os textos que eu tinha pra ler? Para onde foram professores que eu parava para trocar idéia no corredor?
Cadê tudo o que eu fazia todos os dias? Cadê as pessoas que eu convivia?
Acabou.
É, meu amigo. Está com esses sintomas? Então você está com a tal da DPF – Depressão pós-faculdade.
Tudo aquilo que você xingou por anos, agora faz uma falta enorme aí na sua vida.
Ficou um buraco. E, se você não aproveitou, esse buraco fica ainda maior.
Portanto, se durante os quatro anos você não quis comer aquele salgado gorduroso, tomar a cerveja no boteco da esquina, comprar a trufa que sua colega vendia, fazer a pauta, escrever a matéria, gravar o programa, pegar a sonora, fotografar o fulano, diagramar o texto, estudar pra prova, pedir pro professor tirar sua falta, conversar durante a aula e tomar bronca, dar uma de nerd e responder o que o professor pergunta e muito, muuuuito
mais… perdeu.
Se você está entrando na faculdade agora, aproveite cada minuto. Xingue, mas não deixe nada passar.
Agora, se assim como eu, você fez tudo isso e com muito orgulho, curta a saudade, reencontre os amigos e professores e lembre-se que essa foi uma das melhores épocas da sua vida.
Nós reclamamos, reclamamos, mas no fundo adoramos tudo isso!
E que, da faculdade, você tire pelo menos esta lição: os momentos e as pessoas são únicos !!!
E as oportunidades também.